quarta-feira, 7 de agosto de 2013

MORTE: TEMPO DE REFLEXÃO!


MORTE: Tempo de reflexão! 

Esta semana não está sendo fácil. Três notícias fortes sobre morte. Um jovem que morreu afogado em um acampamento de jovens de uma Igreja em Londrina, PR.  Uma família inteira de policiais militares que foi morta em São Paulo, SP, a princípio por um adolescente de 13 anos, o filho do casal, ou queima de arquivo; e um jovem que em S. J. do Rio Preto, SP, reagiu a um assalto para proteger o irmão, foi esfaqueado e morreu! Não há como não refletirmos a tudo isso, é impossível não pensar, não questionar a si mesmo e repensar a vida. A morte sempre é um incomodo, uma tragédia, uma penetra que nunca é convidada mas insiste em atormentar e invadir a história das pessoas. Morrer é algo ruim, até mesmo para nós cristãos que cremos na ressurreição e vida eterna. Digo ruim pelos desdobramentos emocionais e sociais que o evento gera. Mas por si só, é muito triste ver a morte de jovens e adolescentes. É assustador saber que esses três casos engrossam as estatísticas de morte por acidente, vítima de violência, ou de um distúrbio ou queima de arquivo em nossa nação. Esses três ocorridos nos desafiam a refletirmos que:
1. A morte não agenda hora
Por mais que a expectativa de vida esteja em um nível satisfatório em nossos dias. Por mais que tenhamos exames que atestam nossa saúde, a morte chega sem avisar. Por isso não podemos cometer o pecado da procrastinação, de deixar para depois o que pode e precisa ser feito hoje. Não vivemos pensando na morte, não a desejamos, mas mesmo que nunca apontemos esse evento em nossa agenda, um dia a campanhia tocará. Na verdade vivemos em uma luta contra o tempo que não sabemos quando será. Com isso não devemos entrar em parafuso, neurose, ansiedade ou pânico, mas precisamos repensar como estamos vivendo, de que maneira estamos nos preparando para esse dia. Conscientes que o tempo é curto e incerto. Que precisamos investir na vida, na família, nas coisas que realmente valem o ar que respiramos, o símbolo maior da vida física. 
 2. Vivemos dias violentos 
Especialmente a morte do jovem Renan de Rio Preto, evidência que vivemos dias extremamente violentos. É latente a violência que nossas cidades estão inseridas. Uma violência que se comporta como um cão enraivecido, em uma rua, esperando as pessoas cruzarem seu caminho para atacá-las. Crescem os números estatísticos de assassinatos, seqüestros, latrocínios, roubos e agressões contra mulheres, crianças e idosos. É preciso pontuar que viver em um contexto de violência, onde se desconfia que a qualquer momento algo ruim possa ocorrer é altamente maléfico para todos que vivem na cidade. Um ambiente social violento inibe a liberdade de ir e vir, seca as relações entre as pessoas, impossibilitando novas conexões, pois o medo estabelece essa consequência. E perde-se milhões de reais, com blindagem de veículos, cercas elétricas, seguros de vida, veículos e residências, e com os vitimados da violência, seja os que morreram e foram impedidos de produzir algo, seja os que ficam, que amputados pela violência, perdem até mesmo a alegria de viver.  Temos que ser agentes da paz. Precisamos clamar a Deus pela paz das cidades, precisamos exigir ações concretas do poder público em todas as esferas de combate a violência, de melhoria da segurança pública, de resolução dos fatores sociais que alimentam a violência, de uma melhor educação da população sobre respeito, humildade e valorização do próximo. 
3. Precisamos da ajuda de Deus 
É fato que diante da morte muitos questionamentos venham a tona. É compreensível que o evento morte leve o ser humano a se perguntar onde estava Deus? Por que ele não interviu? Talvez você que lê essa reflexão possa ter pensado assim. Para entendermos esse enredo da vida precisamos necessariamente reconhecer que existe um Deus. É muita complexidade para que seja fruto do acaso. O acaso não é deus. Deus existe, é real, criou todas as coisas, estabeleceu a vida, criou os seres humanos para um relacionamento paterno, de cuidado e perfeição, o que requereria por parte da humanidade fé e obediência a vontade dele.  Esse Deus decretou a morte como consequência do pecado, que é o ato humano de desobedecer a Deus e conscientemente fazer sua própria vontade. Após milhares de anos de existência, de tragédia, Deus envia seu filho Jesus Cristo, o homem/Deus perfeito, que não cometeu pecado algum, para morrer na Cruz por nossos pecados. E no início dessa era, cerca de 2000 anos atrás isso de fato ocorreu. A conhecida morte de Jesus na cruz do calvário abre a possibilidade para que cada pessoa, por livre e espontânea vontade, consciente de seus erros e limitações, entregue sua vida a Deus através da crença em Jesus Cristo, o aceitando como senhor e salvador.  Neste terceiro tópico estou falando de crença. Acredito nisso e construo minha cosmovisão a partir dessa premissa. 
Pois bem, minha resposta de onde estava Deus é bem simples. Deus estava e está onde sempre esteve, no controle de todas as coisas. Deus viu que Caim matou Abel, Ele também presenciou a morte de Jesus por pessoas cegadas pela religião da época, ele viu o soldado americano lançando a Bomba atômica sobre Hiroshima e Nagazake. Enfim, nada escapa ao conhecimento de Deus. Sua não manifestação, ou sua permissão para que esses fatos ocorram não significa a não existência de Deus, incapacidade ou maldade. É ignorância teológica e até mesmo filosófica dizer isso, ou querer culpar a Deus. Tudo o que acontece no terceiro planeta do sistema solar, entre os seres humanos são consequências dos atos humanos, que um dia serão julgados por Deus. Mas onde entra Deus nessa história? Precisamos da ajuda dele. Ouvir sua voz revelada na Bíblia Sagrada para evitarmos certas escolhas, para encontrarmos consolo diante dos ocorridos e conforto para a transição da vida, morte e eternidade. Precisamos da ajuda de Deus pois apenas ele pode mudar o coração humano, e garantir em Jesus o triunfo sobre a morte. O ser humano rejeita a ajuda de Deus por orgulho, por religiosidade, por falta de conhecimento. Mas que diante da morte possamos compreender que somos limitados, que quase tudo foge ao nosso controle, e que precisamos confiar mais em Deus. 
Que essa reflexão nos ajude a perceber que a morte é um fato, mas não é o fim. Ela se torna o fim quando se rejeita aquele que criou a vida, Deus Pai, Filho e Espirito Santo. 
Paz para todos, Pr. Gilbean Ferraz 

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